UNAIDS Centro Internacional de Cooperacao Tecnica em HIV/AIDS unicef Misa Agencia AIDS
             
 
Relatório aponta fraca qualidade e baixa expansão dos serviços de TARV pediátrico em Moçambique
 
05/03/2010 - 22h
O relatório Infecção pelo HIV - Desafios do TARV pediátrico em Moçambique apresentado na Segunda Conferência Pediátrica Nacional, realizada recentemente em Maputo, mostrou que a qualidade e expansão dos serviços de tratamento contra a Sida em crianças continuam baixas.

A falta de pessoal capacitado para administrar o TARV Pediátrico, a inacessibilidade das crianças às unidades sanitárias e a incapacidade laboratorial para diagnóstico numa escala nacional são apontados pelo documento como as principais dificuldades para uma boa cobertura e com qualidade do tratamento das crianças.

Além disso, o relatório identifica a fraca ligação entre a Prevenção da Transmissão Vertical e a terapia pediátrica; o deficiente apoio psicossocial; a falta de material como fichas, cartões, balanças, entre outros; e a indisponibilidade de medicamentos como factores que dificultam a expansão com qualidade do serviço pediátrico.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, mais de 147 mil crianças vivem com HIV e Sida no país, sendo que todos os dias cerca de 85 petizes se infectam via transmissão vertical; e mais de 500 mil ficaram órfãs por causa da Sida.

O Ministério da Saúde estima que, apesar da expansão da PTV no país, mais de 30 mil crianças com idade inferior a 15 anos foram infectadas no ano passado.

Para este ano, o documento Impacto Demográfico do HIV e Sida em Moçambique aponta para uma necessidade de cobertura da terapia anti-Sida em 50 mil crianças de zero aos 15 anos e uma abrangência de pouco menos de 20 mil infantes com TARV de primeira linha.

“Fizemos avanços significativos na redução da mortalidade infantil. Mas mesmo assim, menos da metade das mulheres grávidas seropositivas em países com escassez de recursos recebe os medicamentos que podem proteger os seus bebés contra o HIV. Sem tratamento, metade dos bebés infectados pelo vírus irão morrer antes dos dois anos de idade”, disse a Directora da Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), Nancy Fitch.

O relatório sugere a necessidade de um programa de apoio ao desempenho e desenvolvimento profissional dos técnicos de medicina, como uma das estratégias para garantir a qualidade e a expansão dos serviços de TARV Pediátrico no país.


Fernando Fidélis


DICA DE ENTREVISTA

EGPAF
Tel.: 21 315 085
 
 
Deixe sua opiniao sobre essa noticia:


Seu nome: 
Seu email: 
Mensagem: 
   ENVIAR 


VOLTAR
SUBIR
IMPRIMIR