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Um olhar para os preconceitos relacionados ao HIV e Sida
 
Por Graça Silva
Muitas vezes as pessoas infectam–se com o HIV porque não usam o preservativo, mas não nos esqueçamos que podemos contrair o vírus de outras maneiras.

Noto que existe um estigma em volta desta doença, quem padece da doença é, frequentemente, conotada como promíscua. Não é justo discriminarmos as pessoas só por serem seropositivas, somos seres humanos e devemos olhar para elas com humanismo.

A sociedade olha para os portadores de HIV com muita pena, como se fossem coitadinhos, penso que esta é uma atitude condenável.

O facto de ter o HIV e Sida não é o fim do mundo, por exemplo, conheço casais serodiscordantes (um tem HIV e o outro não) que levam uma vida normal. Todos deveríamos ter uma atitude positiva para encorajar os seropositivos.

Há empresas que chegam a despedir os seus funcionários sem justa causa depois de descobrirem o seu estado positivo para o HIV. Temos de ajudar a defender o direito das pessoas que vivem com o vírus através das leis criadas para esse fim.

Às vezes membros da família rompem o diálogo com um doente de Sida, enquanto que eles deveriam desempenhar um papel de apoio a essas pessoas.

Nós conseguimos conviver com as pessoas que padecem de outras enfermidades que matam muito mais que a Sida, mas ainda olhamos para o HIV como uma sentença de morte.

Infelizmente as pessoas agem com muita ignorância quando falamos da epidemia de Sida. Imagina que há pessoas que dizem que só podem tocar um seropositivo com luvas de borracha. Isso é ridículo!

Porque é que também não podemos conviver com os seropositivos?
 
"A sociedade olha para os portadores de HIV com muita pena, como se fossem coitadinhos, penso que esta é uma atitude condenável."
 
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