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Abordando a problemática da resistência ao teste de HIV
 
Por Sheila Manjate
 
Quando faço o trabalho de aconselhamento procuro saber porque é que as pessoas não fazem o teste de HIV.

Durante esse exercício percebo que alguns fazem o exame de HIV porque apresentam sintomas de Sida e acabam pedindo informações para esclarecer dúvidas sobre a doença e só depois é que o fazem. Outros dizem que o resultado positivo do teste pode causar um impacto psicológico negativo e agravar o estado de saúde.

Alguns me dizem “prefiro não saber que sou seropositivo, se descobrir que sou a minha vida já não será a mesma a coisa, o meu estado psicológico irá mudar.”

As pessoas têm a tendência de pensar que o resultado é positivo antes de se testarem, o que também inibe–as de o fazer. Não é fácil fazer o exame, mas é necessário. Quando descobrimos que somos seronegativos festejamos, mas quando dá positivo as coisas mudam. O teste tem a parte boa de aprendermos a cuidar de nós ainda mais .

Ultimamente as pessoas já começam a preocupar–se com o teste, já começam a aderir, não sei se porque há a ideia de que “o exame de HIV virou moda”.

Nós os jovens, por exemplo, não fazemos o teste porque temos medo do diagnóstico positivo, principalmente, por causa da vida de risco que levamos.

A primeira vez que fiz também não foi fácil!

O estigma e a discriminação também desestimulam as pessoas de conhecerem o seu estado serológico.

Temos que evitar aquelas mensagens fortes sobre o HIV e Sida como, por exemplo, “A Sida Mata”, porque até certo ponto podem ter um impacto negativo na aderência a realização do teste. As pessoas podem ter medo de testarem–se porque podem um diagnóstico positivo e pensarem que é o fim.


Sheila Manjate é activista e conselheira do Programa Geração Biz do Núcleo de Mavalane Contra Droga e Sida.
 
“As pessoas não fazem o teste de HIV porque têm medo do resultado. Nós os jovens, por exemplo, não fazemos porque temos medo do diagnóstico positivo, principalmente, por causa da vida de risco que levamos”
 
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tereza cristina 2010-02-18 08:33:57
"Tenho observado que quem adquire esta síndrome,se fizer o tratamento corretamente terá uma qualidade de vida excelente.Portanto há que haver uma prevenção, mas se a adquirirmos não devemos nos desesperar e sim cuidar.Ela é melhor de se tratar que o"


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